|
MARCOS D'MORAIS
Marcos Alexandre de Morais Cunha nasceu em Recife em 1966. Professor, advogado, poeta e músico. Iniciou a publicar ainda na adolescência, estreando com o livro Expoente, nome que em seguida é dado ao grupo musical formado por ele,com Kleber Magrão (hoje no Cascabulho) pelos anos oitenta, e que tocava em quase todos os teatros e espaços alternativos da cidade. No ano de 1996, em carreira solo, grava o disco A Lenda da Doce Nuvem. Mestre em Teoria da Literatura pela Universidade Federal de Pernambuco, com a dissertação A Poesia dos Acordes que teve como objeto a poética dos textos da MPB contemporânea.Em 2006pós-graduou-se em Direito Penal pela Universidade de Coimbra - Portugal com a monografia Do Não Lugar: A Pós- Modernidade e a globalização na Criminalidade organizada. Encontra-se atualmente estudando na Universidade do Porto em Portugal e escreve tese de doutoramento, em literatura brasileira, sobre a pernambucana Geração 65.
Livros:
Expoente – Edição do Autor, 1984; Flores do Brasil: um poema musical - Edições Bagaço, 1993; Recife Porto - Editora da UFPE, 2004; Da Destruição do Poema - Editora da UFPE, 2007.
Participação em coletânea:
Pernambuco, terra da poesia (organizada por Antônio Campos e Cláudia Cordeiro) – IMC/Escrituras, 2005.
Sobre a sua poesia, escreveram os Leitores:
"Desde a primeira leitura da Destruição do Poema fiquei sob impacto. É terrivelmente belo. Faz-nos um bem-mal imenso porque nos revela coisas que a gente não quer lembrar, nem mesmo saber. O poeta, revelador da dor do mundo, egocentricamente como destruidor de todas as ilusões. Agora mais maduro, mais sábio e ao mesmo tempo, como paga, mais triste. Paixão e tragédia como num Rimbaud, não necessariamente nesta ordem, navegam dentro do livro num barco louco. E um sentimento estranho, suicida nos bate à porta da alma.
Comparar com Recife Porto não posso. Na verdade são incomparáveis. São diferentes na densidade. O primeiro é uma pintura, às vezes uma aguarela – daquelas inglesas, desmanchadas. O segundo é como uma estátua de pedra dura, desafiando o tempo com revelações destruidoras – fogueiras ardentes, autos de fé, feira de vaidades – o poeta monge austero destruindo Botticelli.
Fiquei longo tempo observando com inveja um pássaro distraído que vagava entre as folhas...
Só espero que Da Destruição do Poema não seja mais que seu Dies Irae, porque é um livro triste, meu caro. (mas é belo!)"
Aloísio de Lemos
"Escrever "contra todos os poemas" e ainda assim chegar à poesia foi o desafio de Marcos D´Morais. Apresentando seu próprio personagem no centro de muitos textos, seu poema, com desassombro "quer sobrevoar o sol", colhendo ao mesmo tempo a cinza dos signos e a fênix da eclosão poética em meio a escombros."
Antonio Carlos Secchin
"Marcos D`Morais escreve como um escafandrista que, com os pés na areia, encontra o tesouro que está na praia e ninguém vê. Redescobre a poesia elevada que está escondida sob o olhar embotado pelos dias, pela máscara do cotidiano que ele transforma em cristal. Há nele a força motriz da verdadeira poiesis."
Weydson Barros Leal
15/12/2009 Publicada por Cicero Melo
|